domingo, 19 de julho de 2009

No parque de diversões

O amor aparace...


...em meio à diversão...


...em meio aos brinquedos...


...em meio à sorte...


...e na fantasia de subir e girar
em torno de sí mesmo.


By Roberto Aguiar
Carmopólis/SE
Sexta, 17 de julho de 2009.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Feira de Caruaru

A diversidade da cultura nordestina reunida em um só lugar

Quando alguém ou algum meio de comunicação fala sobre Caruaru/PE é sempre se referindo à cidade do maior festejo junino do nordeste brasileiro. È certo, também, que esse título é disputado com Campinha Grande/PB e Aracaju/SE. Mas, não será sobre esse assunto que iremos tratar aqui. A capital do agreste nos reserva outra façanha, reúne em um só lugar a diversidade da cultura nordestina, na Feira de Caruaru.

Artesanato, ervas, cordel e até produtos importados. De tudo se encontra. Como canta Luiz Gonzaga, na música A feira de Caruaru (poeta Onildo Almeida), “tudo o que há no mundo, nela tem para se vender”. A feira é reunião de um conjunto de outras feiras, em torno de 15, que juntas formam a feira-mãe, um grande caldeirão cultural.

A mais importante feira do interior do nordeste, iniciou-se ainda no século 17, em uma antiga fazenda onde os viajantes paravam para se abastecer num poço. Hoje, a feira funciona na parte central da cidade, no Parque 18 de maio, sendo que até 1992, funcionava no Largo da Igreja da Conceição.

O movimento acontece em todos os dias da semana. A feira de artesanato nunca é desmontada. Já a feira do troca-troca, onde nada se vende, tudo se troca (bicicleta, rádio, celular e outros produtos) acontece aos sábados. A partir da terça-feira, é montada a Feira da Sulanca, popularmente chamada, “Feira do Paraguai”, já que os produtos importados são aí negociados. A feira de ervas apresenta a medicina alternativa com seus remédios populares, uma tradição herdada dos antepassados.

A Feira de Caruaru é um grande baú encantado. É como uma cartola de um mágico, várias surpresas aparecem em um passe de mágica. São mais de dois quilômetros de ruas ocupadas. Centenas de barracas coloridas vendendo uma diversidade de produtos. Chapéus de palha, de couro e tecido, cestas, objetos de barro e cerâmica, brinquedos populares, gaiolas, estilingue, roupas, calçados, bolsas, panelas e outros utensílios para cozinha, móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos importados e muitos outros. No caldeirão cultural, conjuntos musicais e bandas de pífanos se apresentam fazendo uma mistura entre o comércio, a festa e a arte. Cegos tocam sanfona, violeiros e cantadores lançam seus desafios e os vendedores de literatura de cordel anunciam através de um alto-falante as proezas dos cangaceiros.

No ano de 2008, a Feira de Caruaru foi tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A feira que permitiu que a venda da poesia popular, pendurada em cordões, recebe-se o nome de literatura de cordel, hoje, é um patrimônio de todos nós.

Caruaru está localizada a 130 km de Recife. É uma cidade ícone da cultura popular nordestina. Com certeza, conhecer Caruaru é uma boa pedida.

Fotos


terça-feira, 30 de junho de 2009

Uma viagem musical


Aquele botão vermelho tem horário certo para ser apertado. Todas as noites, depois do jantar, lá pelas 20h, ele pega a extensão branca, de mais ou menos três metros, liga na tomada localizada no pátio e a estende até a calçada. Volta, pega sua cadeira preguiçosa de pano xadrez e seu parceiro prateado. Senta e o liga. O botão vermelho foi acionado, a estação é sempre a mesma. Assim, começa a viagem musical de um Senhor de 70 anos.

O parograma que rola na rádio só toca as músicas do passado. Aquelas que são tiradas lá do fundo do baú. Nessa rádio, há uma particularidade, toca muitas músicas regionais, músicas da terra, onde os artistas locais têm seu espaço reservado. O programa é literalmente, uma volta ao passado.

A concentração com o que rola na rádio é visível na face do ouvinte. Vira e mexe ele fala sozinho. Como se estivesse sussurrando algumas de suas lembranças que veio à mente. Quando eu estava por lá, procurava observá-lo e algumas vezes, cheguei a compartilhar desse momento.

Pelo fato de está sentado na calçada, em frente a sua casa, é natural que sua esposa, filhos, netos e vizinhos, às vezes, formem uma roda de conversa à sua proximidade. Nem mesmo isso atrapalha a sua concentração. Sua viagem com a música segue naturalmente.

Eu ficava observando. Acho que ele nunca percebia isso. Não gostava de interrompê-lo. O que notei é que esse horário é muito importante para esse Senhor. É tão importante que ele continua cumprindo sua rotina religiosamente todas as noites.

É uma pena que não posso mais observa-lo com mais freqüência. A distância tem impedido isso. Hoje, na verdade, sempre que posso, interrompo sua viagem musical quando peço para que a mamãe o chame para falar comigo ao telefone. Por alguns minutos, o programa de rádio divide a atenção desse Senhor comigo.

Antes das 22h, o movimento inverso é realizado. O botão vermelho é mais uma vez acionado. O rádio foi desligado e a viagem musical do meu Pai chegou ao fim.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O valor da amizade

Tomar banho, jantar e ir ao encontro com os amigos. Era assim a rotina de todos os adolescentes que moravam naquele quarteirão.
Algumas noites íamos à praça do centro da cidade, mas não era esse nosso programa favorito. Curtíamos nosso bairro. Então, nossos programas noturnos aconteciam por lá mesmo, em especial, na nossa própria rua, em nosso quarteirão.

O ponto de encontro era o disputado banco de madeira localizado à frente da casa de uma vizinha. Nele cabiam exatamente três pessoas. A disputa por uma vaga era ferrenha.

Um a um, a molecada ia chegando. Em torno ao banco, formava-se uma roda. Uns pegavam cadeiras nas suas casas, outros sentavam no chão sobre suas sandálias. O importante era entrar na roda.

Meninos e meninas estavam todas as noites no famoso banco. Muitas conversas, discussões, algumas brigas, fofocas e armações. De tudo um pouco por lá se passou. Antes de iniciarmos qualquer brincadeira ou aventura era debatido no banco, ou melhor, na roda. Muitas vezes, nem saímos dele. Ficávamos lá conversando. Alguns adultos entravam na roda e, vez e outra, rolava até um cafezinho com aquele delicioso bolo de macaxeira que a mãe do nosso amigo preparava, diga-se de passagem, a dona do banco. Dona no sentido formal já que ficava em frente a sua casa, mas era nosso por utilidade.

O banco recebia nossos cuidados. Sempre estávamos revitalizando-o com madeiras novas. Esse serviço era feito por nós mesmo. Por incrível que pareça, nas reformas que fizemos, nunca aumentamos seu tamanho. Sua medida era exatamente para três pessoas normais, digo, não obesas. A energia do banco vinha justamente do seu tamanho. Era mais que ponto de encontro, era a peça inicial da roda que se formava. Aumentar seu tamanho significava acabar com a roda, ou seja, dar fim ao que mais tinha de bonito entre nós adolescentes daquele quarteirão, a coletividade.

Os adolescentes cresceram. Caminhos diferentes foram construídos. Mas, nossas amizades estão até hoje ligadas pela ciranda construída em torno ao simples banco de madeira. Infelizmente, hoje não há mais aquele banco e nenhum outro foi posto em seu lugar. Os atuais adolescentes que vivem nesse quarteirão precisam construir um ponto de encontro para descobrir o valor da amizade.

Quadrilha Tatu na Roça: tradição, alegria e irreverência

Os valores da modernidade ainda não conseguiram abalar o brilho da festa de São João, pelo menos para aqueles que participam da quadrilha Tatu na Roça. Alegria, irreverência e, acima de tudo, a tradição são as características daqueles que fazem das ruas de Aracaju o palco da festa.

A festa é totalmente financiada pelos seus brincantes e entidades dos movimentos sociais. A quadrilha leva para as ruas a alegria de brincar o São João acompanhado de um tema político. Esse ano o tema foi à campanha “O petróleo tem que ser nosso. Por uma Petrobras 100% estatal”. O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) foram mais uma vez grandes apoiadores dessa tradicional festa.

São 23 anos de tradição. Mais de 200 brincantes percorrem as ruas de Aracaju em carroças enfeitadas. Homens vestidos de mulheres e mulheres vestidos de homens formam personagem para lá de irreverentes. Sem esquecer o tradicional casal caipira que durante o percurso realizam o casamento na roça. Em alguns pontos as carroças são paradas, os brincantes improvisam a quadrilha e o arrasta pé começa.

Por onde passa, a quadrilha ganha os aplausos e a simpatia da população. As calçadas são tomadas por moradores que brincam com a quadrilha e seus personagens. Fotos, filmagens, beijos, sorrisos, oferecimentos de comidas e bebidas, fogos de artifícios e aplausos. Foliões da quadrilha e seus admiradores fazem uma só festa, uma só homenagem a São João.

Eu não poderia ficar fora dessa festa. Impossível. Há 3 anos participo com muita alegria. Quem vê se encanta e quem participa descobre o verdadeiro significado da maior comemoração da cultura popular nordestina.

É São João. Parabéns à Quadrilha Tatu na Roça. A cada ano que passa a tradição é mantida e a independência da festa é quem garante esse lindo resultado. Mais uma vez, parabéns.


IndicaçõesQuem quiser conhecer melhor a Quadrilha Tatu na Roça basta acessar o site: http://www.tatunaroca.com/. Veja a história, fotos e o percurso da quadrilha. Dê uma espiadinha.

LinksMatérias que saíram nos telejornais locais. Veja a animação da Quadrilha Tatu na Roça:
TV Atalaia: http://www.atalaiaagora.com.br/galeria_video.php?v=1354

TV Sergipe:
http://emsergipe.globo.com/multimidia/busca.asp?modo=jornaldia&chave=setv2&data1=20090624&data2=20090624


Fotos
Algumas fotos da tradicional festa. Êita que a folia foi boa.

Foto 1 - Trio com a faixa da Quadrilha e da Campanha - Petrobras 100% estatal


Foto 2 - Eu e Fernando

Foto 3 -Valéria, Raquel, Zeza e Tati


Foto 4 - Ativistas do Sindicato dos Petroleiros e da Conlutas


Foto 5 - Cortejo das carroças

sábado, 13 de junho de 2009

Primeira produção

Vídeo produzido como trabalho da disciplina Introdução à Comunicação.
Eu, João, Mari, Victor, Délio e Nicelma fomos os grandes produtores desse trabalho. Nossa ida ao Batistão está retratada em 5 minutos.
Foi tudo de bom. Isso foi apenas o começo.
Flw

"Não sabendo que era impossível, fui lá e fiz"

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O anônimo


E lá vem ele, como em todos os sábados à tarde, anunciando em gritos fortes a sua venda. Da janela do meu quarto, entres as folhas das arvores, podia ver ao longe seu avental engomado, onde o branco contrastava com a cor de sua pele. Sem buzina ou outro instrumento que emitisse som, era com seus gritos fortes que ganhava atenção dos moradores. O anuncio atraia seus fregueses, que assim com eu, iam à janela e pediam para que esperasse, enquanto descia as escadas do prédio pensava qual sabor comprar.

Entre cada iguaria vendida fazia uma brincadeira com seus fregueses, sem perder o respeito e a simpatia. Seu sorriso era permanente. Não me lembro um sábado se quer que o visse sem esse semblante de alegria. Nem mesmo o dia em que um freguês derramou leite condensado em seu avental, ele tirou o sorriso do rosto. Ele deveria ficar um pouco bravo, pois afinal de contas, nunca tinha visto um sujo em seu avental. Vestia-se bem, estava sempre limpo e engomado. Do chinelo à boina branca que usava na cabeça, tudo era simples, mas era limpo e bem cuidado.

O avental destacava-se não somente pelo branco alvo, mas pelo seu bolso vermelho, lugar onde ele guardava seu dinheiro. O bolso era vermelho justamente para que o dinheiro não transparecesse. Nesse bolso guardava o dinheiro trocado, no bolso de sua calça guardava as notas de valores maiores, segundo ele por uma questão de segurança. E ele estava certo, pois seu físico estava mais para o Salsicha do que para o Popeye.

Além dos seus 1,85m de altura, o que chamava atenção era sua chinela de couro, não pelo modelo, mas pelo seu desgaste das longas caminhadas que percorria, carregando nos braços seu tabuleiro. A preferência por uma chinela de couro revelava sua origem nordestina, já seu sotaque nem tanto, assim como nós paraense falava “égua” em toda e qualquer situação. Já era tão paraense que o seu time do coração estava estampado na cor de seu tabuleiro. O azul celeste confirmava que ele era torcedor do Payssandu. Eu, uma vez, perguntei por que ele tinha pintado só de azul celeste, já que a cor do seu time de coração também era o branco. Ele respondeu dizendo que economizou tinta, pois as tapiocas completavam a outra cor da bandeira bicolor.


Suas respostas humoradas, sempre vinham acompanhadas de um sorriso que ofuscava seu português falho. Falava de uma forma simples, bonita e sincera. Não demonstrava vergonha em ser um vendedor de tapioca. Sua forma de tratar as pessoas, seu jeito de conversar fazia com que a relação vendendor-cliente fosse abolida por um instante, parecia que era um amigo que vinha aos sábados lhe visitar. Era uma pessoa tão legal que nunca procurei saber seu nome, sempre o chamei de “amizade”. Ele sim, procurava chamar as pessoas pelo nome, principalmente aquelas que conhecia há bastante tempo. Esse seu jeito evidencia que há anos vendia tapioca de porta em porta, assim como suas rugas e seus cabelos grisalhos revelam seu tempo vivido.


Sempre que chegava próximo ao tabuleiro eu já ia dizendo “fale amizade”. Ele sorria e nem esperava fazer meu pedido, já me servia uma tapioca bem molhada ao leite de coco. Essa era minha preferida. Ela vinha enrolada na palha da bananeira. Teve um dia que o verde da palha refletiu no amarelo-dourado de sua aliança. Dei uma mordida na tapioca e falei que estava uma delicia. Ele, acariciando a aliança, disse que era sua “dona” que fazia. Mas que ele a ajudava.


As tapiocas eram de fato um delicia. A simpatia e alegria de um simples Senhor as tornavam mais atraentes a serem consumidas. Eu comia sempre mais de uma e levava uma para minha irmã. Chegando em casa, eu voltava para janela do meu quarto, via ele fechar seu tabuleiro, despedia-se das pessoas e continuava sua caminhada. Ao longe, podia-se ver o avental branco sumindo aos poucos e ouvia-se aquela voz forte gritando tapioqueiro, pausadamente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O lobo mau vai morar com a vovozinha

O blog proporciona noticiar as coisas mais simples da vida, como por exemplo, uma conversa entre dois amigos. Esse pequeno texto é resultado de um papo entre eu e um amigo. 

Esse meu amigo morava em uma outra cidade, tem pouco tempo que ele mudou-se para Aracaju. Conversávamos sobre o fato de morar em outra cidade, longe da família, já que esse é um caso comum entre ele e eu (sou paraense), porém a diferença é que ele ficou longe da namorada. Era justamente esse o nó da discussão. 

Na conversa, ele falou que sua namorada mora com a avó e que em uma das ligações recebida de sua namorada (que não são poucas durante um só dia) a mesma disse que tinha conversado com a avó e que as duas tinham decidido mudar para Aracaju (o que o amor não é capaz, hein).


Ele (todo feliz, claro) estava fazendo planos e mais planos. Inclusive, já havia planejado o modelo de casa que alugarão, pois ele vai morar com sua namorada e a vovozinha. Segundo ele, não pode ser apartamento, tem que ser uma casa, pois a vovozinha é daquele tipo chiclete (vive grudada na netinha) e, mais ainda, a casa tem que ter jardim, já que a diversão da vovó será cuidar do jardim e, assim, o casal de pombinhos terão mais tempo sem a vovozinha por perto.


O amor de fato nos leva a fazer coisas inacreditáveis. Eu, como sou amigo, torço pela união do casal. Só fico pensando, como será a convivência entre o lobo mau e a vovozinha?


Terminamos esse papo, eu dizendo a ele: “quer dizer que o lobo mau vai morar com a vovozinha né”. Rimos. Depois eu disse que escreveria um texto no meu blog relatando esse momento. Dito e feito.


Quem ficou presa na armadilha foi a netinha. Se correr o lobo come e se ficar a vovozinha gruda. Espero que o esse trio consiga viver na boa. O amor é capaz de fazer coisas que até Deus tem dúvida.

domingo, 19 de abril de 2009

Ipiranga com São João, um cruzamento que deu certo

Mesmo aqueles que nunca foram a São Paulo já ouviram falar da Avenida Ipiranga e a São João. Caetano Veloso em sua canção “Sampa”, umas das mais belas homenagens a São Paulo, imortalizou o cruzamento dessas duas avenidas.

Localizadas no centro de São Paulo, as duas avenidas representam o crescimento da cidade. Foram alargadas na década de 30, preparadas para receber os automóveis que aos poucos começavam invadir a metrópole.

A região tornou-se ponto de encontro, inclusive para artistas e intelectuais. Bares tradicionais como Bar Brahma, O Papai e Sujinho (na Consolação), todos ainda em funcionamento remetem à velha história.

Quem quer aproveitar a noite paulista não pode deixar de ir a essa região do centro de São Paulo. O presente voltando ao passando. O novo e o velho lado a lado, caminhando, construindo o futuro.

A boemia pede passagem. Precisa de ruas e avenidas. Semáforos e passarelas. Cruzamento e Esquinas. Eu, a caminhar por elas.

Para: Gisele e Gil – em outubro de 2007, fizemos um tour pela noite paulista. Andamos da Rua Augusta ao Largo do Arouche. Passamos pela Pça. Roosevelt tomamos uma cerveja geladinha, claro; no cruzamento da Ipiranga com a São João, não podia ser diferente, cantamos “Sampa”. Bom saber que isso foi às 4h da madrugada. Bom demais. Único. Inesquecíevel. Em outubro de 2008, refiz o mesmo trajeto com o Rodrigo. Amigos, saudades de vocês !!! 

domingo, 18 de janeiro de 2009

Um pouquinho de carnaval não faz a ninguém!

O ano começa e o clima de carnaval contagia as cidades. Em Belém do Pará não é diferente. O mês de janeiro é marcado por desfiles de blocos tradicionais que mantêm viva as bandinhas e as maravilhosas marchinhas de carnavais. O lugar escolhido não poderia ser outro: o bairro da Cidade Velha.

As ruas estreitas do bairro são invadidas por foliões, que junto com os moradores do bairro, dão o brilho à festa. Os blocos Fofó de Belém e Jambú do Caveira saem todos os domingos fazendo uma bela e espetacular festa. Os dois blocos são organizados por duas figuras ilustres. O bloco Fofó de Belém é organizado por Elói Glesias, um dos melhores artista paraense, e tem a Praça do Carmo como sua apoteose. O Jambú do Caveira é organizado pelo Caveira, tem na sua boate Mistical o ponto de concentração do bloco.

Ir aos domingos a Cidade Velha é uma boa pedida. Relembrar os velhos carnavais no bairro mais antigo de Belém é voltar no tempo, com o pé no presente. Ao som da bandinha, marchinhas como “O jardineira por que estais tão triste, mais o que foi que te aconteceu? Foi a Carmélia que caiu do galho, deus dois suspiros e depois morreu” são cantadas por todos os foliões: velhos, jovens, crianças, homens e mulheres, pois, a final de conta, um pouquinho de carnaval não faz a ninguém!

*direto de Belém (PA)